A mãe de Judas
Quando em menino o Evangelho eu lia Dizia pra mim mesmo: Não te iludas, Talvez maior que as dores de Maria Tenha sido o sofrer da mãe de Judas.
Que destino cruel, que sofrimento, Que duras penas e que sorte avara, Ver um filho sujeito a tal tormento, Filho que em criança amamentara.
Maria vê Jesus crucificado, Concedendo perdão à turba inteira: A outra mãe vê Judas enforcado, Com suas próprias mãos, numa figueira.
Alguém pergunta: “Ante tristezas tantas, Qual das duas na terra sofreu mais”? E a amplidão responde: “Ambas são santas, No sofrimento as mães são sempre iguais”.
1o. lugar no "II Concurso Andorinha de Poesia", do Rio de Janeiro. O autor, João Alberto Ferreira, é funcionário aposentado do Banco do Brasil- Fortaleza (CE)
voltar >> indique este site para um amigo << |