Soneto à esperança
Ó virgem menina que trago no anonimato! Por que foges escondida atrás das aparências, no breu? Pensas que sou tolo, insensato; Que não percebo teus olhos a buscarem os meus?
Quantas manhãs dispendi – obstinado – ao rés do teu palacete; Quantas vezes brindou-nos o luar à hora do flerte. Ó virgem! Por que foges de repente? Queres-me louco, por fim, demente?
Quando apareces, fugindo de mim; Quando me avisas que vens, sempre assim: Ecoando árias – Ah quão belo sinal!
Fico feliz – acreditas? Mas a timidez, o pudor – faces malditas, Levam-te, deixando-me mal.
Nijair Araújo Pinto, 13h45min
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