O poeta
A vida do poeta tem um sei que de fantasia. O poeta – em poesia – assemelha-se a um barco à deriva: Percebe a imensidão na qual está imerso; E, mesmo assim, sorri e chora com maestria.
Pequenino – ponto destoante no imenso azul: céu ou mar? Não se de todo apavora e brinca com a situação: Canta, assobia... Sentindo a brisa que sopra sem parar. E, silencioso, recolhe impressões digitais [ do inesperado infortúnio. Apresentando, após, aos turbulentos amantes Faces lúdicas – a seu estilo – daquilo que todos sentem: o amor.
Do mar, a imensidão É o ponto, a embarcação; Na vida, a poesia É o ínfimo, o poeta.
Tem, o poeta, o dom incomum De a todos amar igualmente; Imiscui-se no alheio sofrimento e, De toda mulher, embriaga-se com a voz, velando-a [ a cada meneio.
Em cada viagem, uma história, há; Em cada poesia, uma emoção; Vidas perdidas a cada naufrágio; A cada ponto que se faz verbo, refletidas emoções. O poeta é o sol, no imenso azul, a se pôr: Fonte do calor – energia – que se converte em poesia, [ é o próprio amor.
Nijair Araújo Pinto, 12h27min
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