Delírios
Por entre as obscuras trevas do viver Busco a luz premente de ti, amor incauto. Para que luxo derramado Se em mim a poeira – lixo que persiste – [ é um holocausto?
Odeio a latência do amor distante Numa fé mística de ceticismo A invadir meu sólido e mole coração.
Quero tratar, mas não posso, Desigualmente os iguais. Deus, por clemência, Ouça meus ais!
Não permita que o frio calor desse instante Leve-me como a um navegante Para mares nunca dantes povoado.
Que meu coração aguado morra, Mas pelo calor; Não embebido em mares ardentes, revoltos, [ longe do que sinto.
Sei que a vida é um labirinto; Um emaranhado de conflitos Que nos apavora, deixa-nos aflitos,
Mas lembrou-me uma estória... Parece-me que da Mitologia; Novelos, lã – que pele macia... Sinto que deliro, tenho refugos da memória.
Nijair Araújo Pinto, 14h28min
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